terça-feira, 16 de agosto de 2011

Documentário Forks Over Knives - Official Trailer


"A alimentação é muito mais importante do que qualquer pessoa jamais imaginou"



"Diet is so much more important than anybody ever thought."

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O desafio vegano de Oprah Winfrey

O que podemos aprender com este e outros exemplos
No início deste ano, Oprah Winfrey, apresentadora de um dos programas mais famosos da televisão lançou um desafio entre seus funcionários: seguir uma alimentação vegana (isenta de carnes, ovos, leite e derivados) durante uma semana. Enquanto muitos funcionários estavam relutantes em mudar seus hábitos alimentares, outros 378 se inscreveram para o “Vegan Challenge”.
Uma das histórias mais interessantes veio do editor Rich, que antes do desafio estava tomando 6 a 8 antiácidos por dia e sofria de enxaqueca.  Durante a semana vegana, consumiu bem mais vegetais e os grãos integrais substituíram os carboidratos simples. Rich perdeu cerca de cinco quilos. “No terceiro dia estava me sentindo melhor do que nos últimos 10 anos”, relatou o editor.
Até o final da semana, 300 dos 378 funcionários que se inscreveram no desafio conseguiram terminá-lo com êxito e juntos perderam cerca de 200 quilos. Grande parte dos funcionários que aceitaram participar não se tornaram inteiramente veganos, mas afirmaram terem mudado a maneira como pensam sobre a alimentação.

            Em 2008, Oprah realizou uma ação parecida e seguiu por 21 dias uma dieta destoxificante vegana. Em seu site (http://www.oprah.com/), podemos ver o relato sobre a experiência:

Durante três semanas, eu (que raramente como ovos) fiquei obcecada por não poder comer um omelete. Queria comer queijo diariamente. Mas eu também tive refeições surpreendentemente deliciosas sem um traço de carne. Ou produtos lácteos! No final dos 21 dias, eu não me declarei vegana ou mesmo vegetariana. Mas eu sou, com certeza, mais consciente nas minhas escolhas. Estou comendo uma dieta muito mais rica em vegetais e menos alimentos processados​​. Penso sobre o consumo de açúcar e de gordura, não somente em termos de calorias, mas em relação ao que acontece com o meu bem-estar.”
As dietas vegetarianas e veganas podem ser eficazes na prevenção e no tratamento de diversas doenças crônicas (1). No entanto, sua aceitação fora do ensaio clínico não tem sido extensivamente estudada. Com esse intuito, pesquisadores publicaram um estudo em 2010 sobre o poder de aceitação de um programa de reeducação alimentar vegana e suas repercussões na saúde e produtividade dos funcionários (2).
Os autores selecionaram funcionários de uma empresa de seguro nos Estados Unidos com sobrepeso ou com diagnóstico prévio de diabetes mellitus do tipo 2. Durante 22 semanas, os participantes foram separados em dois grupos, no qual o primeiro com 68 pessoas recebeu instruções semanais para seguir uma dieta vegana e outro grupo de 45 pessoas seguiu a alimentação normalmente.
O grupo vegano relatou melhoras estatisticamente significativas no estado geral de saúde, desempenho físico, saúde mental, vitalidade e satisfação global da dieta em comparação ao outro grupo. O grupo vegano também apresentou diminuição nos custos de alimentos, mas uma maior dificuldade em encontrar alimentos na hora de comer fora. Tiveram uma diminuição de 40 a 46% em prejuízos relacionados com a saúde no trabalho e atividades diárias normais.
Com esses exemplos, verificamos uma boa aceitação entre os participantes, o que é muito importante. Precisamos nos certificar de todos os complexos fatores que estão envolvidos e não devemos generalizar os resultados a qualquer população. No entanto, não podemos deixar de destacar os resultados positivos obtidos nesse âmbito, demonstrando que possivelmente um programa de reeducação alimentar vegano pode ser implementado para melhorar a saúde, qualidade de vida e produtividade no trabalho dos funcionários.
1. Craig WJ, Mangels AR; Position of the American Dietetic Association: vegetarian diets. American Dietetic Association.J Am Diet Assoc.; 109(7):1266-82., 2009.
2. Katcher HI, Ferdowsian HR, Hoover VJ, Cohen JL, Barnard ND. A worksite vegan nutrition program is well-accepted and improves health-related quality of life and work productivity. Ann Nutr Metab; 56(4):245-52, 2010.
 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Alimentação no Inverno

A importância dos alimentos na prevenção de doenças típicas do inverno

Quando a época de frio vai se aproximando muitas pessoas acabam ficando doentes e com elas chegam todos os transtornos: febre, indisposição, vias aéreas congestionadas, dores de cabeça, espirros, dores de garganta, tosse. Os desequilíbrios orgânicos causados pela má alimentação e por hábitos inadequados levam ao enfraquecimento do sistema imunológico. Uma alimentação equilibrada que proporciona alimentos ricos em vitaminas, minerais, substâncias antioxidantes apresenta grande potencial para modular a atividade imune e cria defesas para combater infecções como estas.

Alguns nutrientes possuem atividade importante na função imune e dentre eles destacam-se:

Vitamina C

A vitamina C atua diretamente na destruição de radicais livres e é encontrada em grandes quantidades nas células de desfesa, pois é rapidamente utilizada em processos infecciosos. A diminuição de sua concentração plasmática está associada frequentemente com a redução da função imune.

Ainda não existem estudos comprovando que altas doses de vitamina C conseguem prevenir gripes, no entanto seu consumo regular pode reduzir a duração dos sintomas. Procure consumir verduras, frutas e legumes (exs: limão, laranja, lima, kiwi, acerola, caju, morangos, pimentão verde, repolho, couve-flor, brócolis) com frequência para obter a vitamina C. Como ela é facilmente destruída pelo calor, prefira as opções dos vegetais sem cozimento.


Zinco

A ingestão adequada deste mineral pode ajudar a estabelecer o sistema imune e diminuir a incidência de infecções, uma vez que ocorre um aumento das células de defesa e da produção das substâncias antiinflamatórias. Ele também possui capacidade antioxidante por fazer parte das enzimas que realizam nossa primeira linha de defesa contra radicais livres. Desta forma, atuar no combate de radicais livres acaba auxiliando no suporte ao sistema imunológico. O zinco está presente nas leguminosas (grupo dos feijões), oleaginosas (grupo das castanhas), carnes, peixes.


Vitamina A

A vitamina A possui uma importante função no processo visual, mas também atua na resposta imune e possui atividade antioxidante. A sua deficiência está associada à alteração da funcionalidade das células de defesa o que acaba impedindo seu efeito antiviral. Os carotenóides (betacaroteno, luteína, licopeno) que têm atividade pró-vitamina A, também possuem papel importante na função imune, prevenindo as células do ataque dos radicais livres. As fontes são os vegetais amarelo-alaranjados, vegetais verdes, ovos, atum, azeite de oliva, entre outros.

Selênio e vitamina E

Possuem ação antioxidante que auxiliam na neutralização dos radicais livres prevenindo o envelhecimento e fortalecendo a resposta imune. Eles interagem com a vitamina A e C, potencializando suas propriedades. A principal fonte de selênio é castanha do pará, além de estar presente em cereais, cogumelos. A vitamina E está presente nos óleos vegetais, cereais integrais, oleaginosas.

Dicas

- Mantenha-se sempre hidratado. Prefira principalmente água, sucos naturais, chás de ervas e água de coco.

- O alho possui atividade antibacteriana e antiviral, além de um poder altamente antioxidante. Utilize como tempero ou nas preparações como, por exemplo, a pasta de grão-de-bico (hommus) para acompanhar pães e torradas integrais.

- Evite os alimentos industrializados que contêm aditivos químicos capazes de prejudicar o sistema imunológico uma vez privam nosso organismo dos nutrientes que ele precisa. Outros alimentos e substâncias que debilitam a resposta imune são as gorduras trans, álcool, fumo, sal em excesso.


- Logo no café-da-manhã faça um poderoso suco com frutas ricas em vitamina C de sua preferência (acerola, laranja, morango, goiaba, etc) com semente de linhaça, que fornece ácidos graxos ômega 3, com importante função antiinflamatória.